Delegado diz que vai instaurar inquérito para identificar os responsáveis.
Carro da Polícia Civil danificado durante confronto na USP
O conflito teve início após a prisão de três estudantes que portavam maconha no campus da universidade. Os alunos foram detidos por volta das 19h por policiais militares. Segundo a PM, eles estavam próximos a um carro, onde foi encontrada uma porção da droga. No momento em que os policiais foram levar o trio para o 91º DP, onde a ocorrência seria registrada, estudantes das faculdades os impediram. Os três, então, foram levados pelos colegas até um dos prédios.
Quando finalmente os alunos eram conduzidos para a delegacia, os estudantes cercaram o carro da Polícia Civil. Houve bate-boca. Alunos jogaram um cavalete de trânsito em cima dos policiais, que reagiram com golpes de cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo. Estudantes começaram, então, a jogar pedras e dar chutes nos PMs. Carros da corporação e de estudantes foram atingidos.
O delegado José Carlos Gambarini, da Central de Flagrantes da 3ª Seccional, informou que vai instaurar inquérito para identificar os responsáveis por depredar o carro da Polícia Civil - os outros cinco eram da Polícia Militar. "Vamos buscar fotos e identificar os responsáveis para que eles respondam por danos ao patrimônio público", disse o delegado.
Ocupação
Os estudantes divulgaram uma nota na manhã desta sexta (28) dizendo que darão continuidade à ocupação do edifício até a suspensão do convênio entre a universidade e a PM para policiamento do campus na Zona Oeste de São Paulo. Eles também querem a retirada “de todos os processos criminais e administrativos contra os estudantes, professores e funcionários”.
“Seguiremos ocupados até que o convênio (USP-PM) seja revogado pela reitoria, proibindo a entrada da PM no campus e em qualquer circunstância, bem como a garantia de autonomia nos espaços estudantis, como o Núcleo de Consciência Negra, Moradia Retomada, Canil da ECA, entre outros. Continuaremos aqui até que se retirem todos os processos criminais e administrativos contra os estudantes, professores e funcionários”.
Ainda de acordo com a nota, esta não é a primeira vez que a PM entra no campus para reprimir os estudantes. “Trata-se de uma demonstração da política de repressão que vem sendo imposta na faculdade pelo reitor João Grandino Rodas”.
Nesta manhã, a situação era tranquila no local. Como é dia do funcionário público, não há movimentação no campus. Os estudantes manifestantes, que usam camisetas e capuzes escondendo o rosto para não serem identificados, não quiseram dar entrevistas. Eles também não informaram quantas pessoas fazem parte do movimento.
De acordo com o Sindicato dos trabalhadores da USP (Sintusp), que apoia a ação dos alunos, os manifestantes protestam contra a permanência da PM no campus. A
assessoria da USP não havia se pronunciado sobre a ocupação até as 10h desta sexta.
Convênio
No último dia 8 de setembro, representantes da universidade e do comando da Polícia Militar formalizaram um convênio, de cinco anos, para aumentar a segurança no campus. Firmaram o documento Antonio Ferreira Pinto, secretário estadual da Segurança Pública, o coronel Álvaro Batista Camilo, comandante do policiamento do estado, e o professor João Grandino Rodas, reitor da USP.
Na prática, com o convênio, foi combinado um aumento do efetivo que atua no campus da USP. A medida foi tomada após a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, ocorrida na noite de 18 de maio. O jovem foi baleado quando se aproximava de seu carro em um estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA). Dois homens presos pelo crime foram indiciados por latrocínio.
A decisão de firmar um convênio definitivo com a PM foi examinado e votado pelo Conselho Gestor da USP, formado por professores e outros integrantes do corpo docente da universidade. Na época da votação, o estudante Adrian Fuentes, representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), se mostrou contrário à medida. “A gente tem problema com muitas atitudes da PM hoje em dia, a própria sociedade sofre muitas vezes problemas com a polícia, abuso de poder”, disse.
Quando o convênio foi assinado, Álvaro Camilo explicou que mais 16 policiais passariam a fazer parte do efetivo da USP. Ele comentou sobre o combate ao consumo de drogas dentro do campus. "Consumo de droga é crime. A pessoa flagrada cometendo este delito será encaminhada ao distrito para assinar um termo circunstanciado. Se for o caso, a Polícia Civil é acionada para investigar se se trata de tráfico", afirmou.
Estudantes da USP protestam contra ação da PM
Vai entender neh?!! Quando matam ou roubam alguém culpam a falta de policiamento e agora que tem policiais trabalhando como se deve, não os querem mais!!! Tudo por conta da maconha que, até então não é legalizada... Agora pensa, se esses universitários defendem o uso da maconha inclusive dentro do meio de ensino, como serão esses profissionais do futuro????? Vão querer fumar também dentro do escritório, do consultório, do hospital...?????!!!!!
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